Escola Municipal Antônio Rufino de Souza Filho
William Melo
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4ª visita: Dia do Estudante com o Slam Rufino
No Dia do Estudante, 11 de agosto, a GERER levou à Escola Municipal Antônio Rufino de Souza Filho uma apresentação com o Slam Rufino, para estudantes do sexto ao oitavo ano. A conversa partiu de uma ideia simples e pouco praticada: acolher os códigos culturais que os estudantes já trazem, em vez de tratá-los como ruído a ser corrigido. O Slam entrou aí como ferramenta concreta — de autoestima juvenil, de liderança, de trabalho com as próprias emoções e, sobretudo, de uso da palavra como instrumento de comunicação e de mudança na própria comunidade. O pano de fundo é o acolhimento estudantil nas camadas populares e nas populações negras, e o que a escola pode fazer para ampliar o campo de possibilidades de desejo de futuro de quem estuda ali. O retorno de estudantes e profissionais foi excelente. Os próximos passos seguem na direção dos NEABIs escolares e dos protocolos antirracistas.

3ª visita: cartas para Chica Xavier e Dona Ivone Lara
Na visita de 9 de julho à Escola Municipal Antônio Rufino de Souza Filho, o encontro começou pelo que já estava acontecendo em sala: o professor de Ciências apresentou as cartas que vinha produzindo com os estudantes, em homenagem a Chica Xavier e Dona Ivone Lara — parte da participação da escola no Julho das Pretas. A conversa seguiu para a atualização dos dados de autodeclaração racial no e-Cidade, com o levantamento dos estudantes ainda sem declaração, e para o encaminhamento de revisitar o cronograma e retomar a agenda no período pós-recesso.
2ª visita: Julho das Pretas e os primeiros passos do NEABI da escola
Visita de 25 de junho à Escola Municipal Antônio Rufino de Souza Filho, com a orientação pedagógica. O projeto da Exposição Itinerante do Julho das Pretas foi apresentado e a participação da unidade foi alinhada nos mesmos termos articulados na rede. Começaram também os diálogos para a estruturação de um Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) na escola, junto com a definição dos protocolos de atendimento e acompanhamento para os próximos encontros. A GERER ficou responsável por elaborar e enviar à direção uma proposta formal de cronograma — encontros dedicados ao tratamento dos dados da unidade, à consolidação do NEABI e à formatação dos protocolos.

1ª visita: clima escolar e a formação antes da punição
A visita de 3 de junho à Escola Municipal Antônio Rufino de Souza Filho começou pela apresentação da PNEERQ e pela discussão de como a política se traduz em prática dentro da unidade, articulando os eixos de diagnóstico, formação e protocolos antirracistas. O encontro discutiu longamente o clima escolar. A gestão relatou a ocorrência de situações de racismo na convivência entre estudantes, e pactuou-se aplicar o Eixo 5 da PNEERQ — protocolos antirracistas — para qualificar as respostas pedagógicas da escola. Ficou definida uma prioridade: a formação continuada vem antes de qualquer medida punitiva, e não depois dela. Ressaltou-se também a urgência de ações de parentalidade integradas ao cotidiano da gestão, com as famílias como pilar do enfrentamento à discriminação. Ficaram encaminhados um formulário auxiliar de perfil racial, a força-tarefa de atualização cadastral no e-Cidade e uma intervenção formativa em formato de sarau sobre letramento racial com os estudantes, após o recesso de julho.

Cronograma de visitas
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