Escola Municipal Clério Boechat de Oliveira
William Melo
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4ª visita: Neabi da EM Clerio Boechat - o que o NEERCE tem a ensinar?
Nesta terça, a GERER voltou à EM Clério Boechat para conversar com a diretora Daniele Santos sobre a construção do NEABI escolar na unidade. Além de apresentar o novo Portal GERER, a conversa girou em torno de como avaliar melhor os estudantes: será que categorias como "comportamento" ou "aluno destaque" medem de fato o que a escola constrói, ou acabam premiando o que a criança já trazia de casa? É esse tipo de pergunta — que vai além do episódio pontual de racismo e olha para o que a escola valoriza, expõe e espera de cada estudante — que o NEABI escolar pretende ter espaço para aprofundar. A Clério Boechat já tem uma vantagem nessa construção: é lá que nasceu, em 2022, o NEERCE, núcleo de estudos que a direção agora quer institucionalizar. A ideia é que essa experiência ajude a inspirar o mesmo movimento nas demais escolas da rede.

3ª visita: espaço e tempo para o NEABI, e o diálogo antes da punição
Na visita de 2 de julho à Escola Municipal Clério Boechat de Oliveira, a conversa girou em torno de uma questão prática que costuma decidir se um núcleo sobrevive: espaço e tempo. Discutiu-se a prerrogativa institucional de destinar um espaço físico próprio ao NEABI da unidade e a possibilidade de hora-atividade adicional para os profissionais que conduzem o núcleo — ambos os pontos ficaram para verificação junto aos setores competentes da Secretaria. Foi pactuada uma diretriz importante para o Protocolo Antirracista: diante de casos de racismo e machismo identificados na escola, a formação continuada pautada no diálogo deve ser a primeira estratégia de intervenção, precedendo medidas disciplinares e punitivas. A GERER ficou de enviar à escola informações detalhadas sobre o Selo Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, para conhecimento e possível adesão da unidade. O cronograma de encontros foi ajustado para retomar em agosto de 2026.

2ª visita: Conceição Evaristo como homenagem única do Julho das Pretas
Na visita de 18 de junho, a Escola Municipal Clério Boechat de Oliveira tomou uma decisão de coerência: como já abriga o Núcleo de Estudos Raciais Conceição Evaristo, direcionou toda a sua participação na Exposição Itinerante do Julho das Pretas para homenagear unicamente a autora que dá nome ao núcleo. A dinâmica de homenagem se dará pela construção de cartas coletivas com os estudantes, conduzida pela orientação pedagógica e pela equipe docente do núcleo. Ficou acordado incluir no cronograma de formações uma visita da GERER dedicada especificamente ao NEERCE, no período pós-recesso. Foi relatado também que o núcleo iniciará trabalho de intervenção no Colégio Estadual Domício da Gama, ampliando o alcance do que a escola construiu para além dos próprios muros.



Reunião com o corpo docente: o protocolo antirracista da escola
Sábado de manhã, 30 de maio, a GERER se reuniu online com todo o corpo docente da Escola Municipal Clério Boechat de Oliveira para a apresentação oficial do protocolo antirracista da unidade — o desdobramento que ficou combinado na primeira visita técnica, nove dias antes. A conversa não ficou no documento. A equipe discutiu que os conflitos na escola nunca chegam isolados: uma briga entre estudantes aciona um repertório de violência estrutural que já existe fora dela — racismo, misoginia, capacitismo —, e por isso o protocolo precisa caminhar junto de ação formativa permanente, não só de resposta. Levantou-se também uma assimetria concreta: o núcleo de estudos raciais da escola funciona à tarde para atender quem estuda de manhã, o que deixa o turno da tarde sem acompanhamento contínuo. O ponto mais fértil veio do conselho de classe. A equipe propôs revisar os critérios do "aluno destaque", hoje ancorados quase só no desempenho acadêmico tradicional — recorte que acaba privilegiando majoritariamente estudantes brancos e deixa de fora quem demonstra responsabilidade, organização e cuidado com os colegas. Ficaram encaminhadas rodas de conversa nas turmas sobre o tema, o compromisso da GERER de visitas mensais passando pelas salas, e uma intervenção pedagógica em junho articulada à cultura Hip Hop e ao movimento Slam.
1ª visita: o NEERCE e o protocolo antirracista da unidade
Em 21 de maio a GERER esteve na Escola Municipal Clério Boechat de Oliveira. A maior parte do encontro foi dedicada a ouvir o que a escola já faz — e o destaque foi o Núcleo de Estudos Raciais Conceição Evaristo (NEERCE), que participa de Olimpíadas de ERER e mantém articulação em rede com o Colégio Estadual Domício Gama e com o Instituto Federal Fluminense. Essa ponte se sustenta de forma orgânica: estudantes egressos do núcleo seguem atuando na escola como multiplicadores, formando novas turmas. A direção apresentou o Protocolo Antirracista que vem construindo internamente, com diretrizes de prevenção, acolhimento e enfrentamento ao racismo no ambiente escolar. Como encaminhamentos, a GERER produzirá um formulário de coleta de cor e raça em versão impressa e online, para apoiar a atualização cadastral da unidade, e foi agendada a apresentação oficial do Protocolo Antirracista a toda a equipe escolar, com participação da Gerência.


Cronograma de visitas
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